Cabinet d'avocat pierre lepicier Paris 6ème

"A profissão de advogado tem, aos nossos olhos, uma dignidade quase sacerdotal"

Rui Barbosa De Oliveira

Dr. Pierre Lepicier é habilitado a exercer a advocacia em Paris e em Nova York. Após se formar em direito público econômico e direito internacional na Universidade Panthéon-Assas, em Paris, concluiu um LL.M. em direito societário e bancário na Fordham University, em Nova York.

Se ele iniciou sua carreira como advogado em um escritório de advocacia americano em Paris, rapidamente decidiu estabelecer seu próprio escritório para atuar de forma independente e ampliar seu campo de atuação.

Há quase vinte anos, assessora clientes em todo o território francês. Atua principalmente nas áreas de direito penal, direito de imigração e direito do dano corporal, especialmente em casos decorrentes de acidentes de trânsito.

Cada caso é único para ele, assim como cada cliente. Atuando de forma independente, conduz integralmente os processos que lhe são confiados até a sua conclusão, sendo o único interlocutor de seus clientes.

Dr. Lepicier entende que um caso não se limita à condução de um processo judicial, devendo também considerar as expectativas e preocupações de seus clientes, bem como de seus familiares. Seus muitos anos de experiência lhe ensinaram não apenas o direito, mas também o humanismo necessário em áreas tão sensíveis como aquelas em que atua.

Atende mediante agendamento de segunda a sábado, das 8h às 20h, em seu escritório localizado 7 rue d'Assas Paris 6ème.

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Defesa penal

Ser investigado ou acusado em um processo penal costuma ser uma experiência súbita e desestabilizadora. Uma pessoa toma conhecimento de uma investigação pela primeira vez ao ser convocada pelas autoridades ou de forma ainda mais abrupta, por meio de uma custódia policial. Essas situações podem gerar confusão e ansiedade, sobretudo diante das possíveis consequências nos planos jurídico, pessoal e profissional.

Nessas circunstâncias, é essencial compreender o alcance dos atos processuais e assegurar que os direitos da pessoa envolvida sejam plenamente respeitados. As primeiras declarações, as respostas às perguntas dos investigadores e as decisões tomadas nessa fase podem ter impacto decisivo no desfecho do caso. Por essa razão, contar com a orientação e a assistência de um advogado desde o início do procedimento é fundamental para entender os próprios direitos, adotar a estratégia mais adequada e começar a preparar uma defesa eficaz.

Dr. Lepicier representa pessoas envolvidas em processos penais em todas as etapas do procedimento e em todo o território francês. Ele assiste seus clientes durante a custódia policial, ao longo da fase investigativa e no julgamento perante os tribunais competentes. Analisa com rigor a situação jurídica de cada cliente, examina os atos processuais praticados e zela para que todos os direitos sejam integralmente respeitados.

Uma análise aprofundada dos autos do processo penal, incluindo o exame detalhado dos elementos fáticos reunidos durante a investigação, permite identificar os argumentos jurídicos que podem ser apresentados em defesa do cliente.

Com base nessa análise, e sempre em estreita concertação com o cliente, Dr. Lepicier desenvolve uma estratégia de defesa adaptada às circunstâncias específicas do caso. Isso pode envolver a contestação dos fatos alegados, a discussão de sua qualificação jurídica ou a valorização de elementos pessoais relevantes. Esse trabalho preparatório é uma etapa essencial para garantir uma defesa coerente e eficaz ao longo de todo o processo.

A atuação na defesa, contudo, vai além da análise jurídica. A relação entre advogado e cliente é de particular importância. Ser acusado em um processo penal, especialmente quando há alegações graves, pode gerar um profundo sentimento de isolamento. Não é incomum que relações pessoais ou profissionais se fragilizem, deixando a pessoa sozinha diante das dificuldades do processo.

Nesses momentos frequentemente desafiadores, o advogado permanece como um ponto central de referência, oferecendo orientação, apoio e representação. Com base em anos de experiência, Dr. Lepicier confere especial atenção a essa dimensão humana da defesa, convicto de que a confiança e a comunicação contínua com o cliente são essenciais para a construção de uma estratégia jurídica sólida e eficaz.

Dr. Lepicier também representa vítimas de infrações penais, orientando-as quanto às medidas a serem adotadas e às opções processuais mais adequadas à sua situação. Sua atuação inclui a avaliação da natureza dos danos sofridos e a garantia de que seus interesses sejam plenamente considerados ao longo de todo o processo.

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Direito do dano corporal

Primeiros passos após um acidente de trânsito


Logo após um acidente de trânsito, é essencial adotar as medidas corretas para proteger tanto a sua saúde quanto seus direitos legais. O atendimento médico deve ser sempre a prioridade, seguido da documentação adequada do acidente por meio de um boletim de ocorrência ou declaração de acidente, quando possível. As vítimas também devem coletar todas as provas relevantes, incluindo registros médicos, depoimentos de testemunhas e fotografias. O contato inicial com as seguradoras é necessário, mas é preciso cautela ao fornecer declarações ou aceitar qualquer proposta inicial. Desde o início, uma abordagem estruturada ajuda a preservar as provas e garante que a situação da vítima seja registrada com precisão para futuras indenizações.

A lei Badinter e o regime de responsabilidade


A indenização das vítimas de acidentes de trânsito na França é regida por um marco legal protetor estabelecido pela Lei Badinter de 5 de julho de 1985. Esse regime facilita a compensação, especialmente para vítimas que não dirigem, como pedestres, passageiros e ciclistas, que, em princípio, são indenizados independentemente de culpa, exceto em casos de culpa inescusável que seja a única causa do acidente. Os motoristas, no entanto, podem ter sua indenização reduzida ou excluída dependendo de sua própria culpa. Regras específicas também se aplicam a vítimas vulneráveis, como menores de idade, idosos ou pessoas com deficiências significativas. Esse marco legal garante um tratamento estruturado e geralmente favorável à indenização das vítimas.

Avaliação dos prejuízos e tipos de vítimas


É necessário distinguir claramente entre diferentes categorias de vítimas. Vítimas diretas são aquelas que sofrem danos corporais, enquanto vítimas indiretas (ou secundárias) incluem parentes que sofrem consequências em razão do acidente. Além disso, certos terceiros, como empregadores, também podem ter direitos de indenização.

Os prejuízos são avaliados de acordo com uma classificação bem estabelecida, baseada em sua natureza (patrimonial ou extrapatrimonial) e duração (temporário ou permanente). Prejuízos patrimoniais incluem perdas financeiras, como despesas médicas, perda de renda ou custos de cuidados de longo prazo. Prejuízos extra-patrimoniais abrangem danos pessoais, como dor e sofrimento, perda da qualidade de vida, dano estético ou impacto psicológico. Prejuízos temporários referem-se ao período anterior à estabilização médica, enquanto os permanentes dizem respeito a sequelas duradouras. Essa abordagem estruturada, baseada na nomenclatura de Dintilhac, garante uma avaliação abrangente e consistente de todas as perdas.

Negociação amigável e litígio


A indenização é geralmente buscada primeiro por meio de um processo amigável, envolvendo negociações com a seguradora. Essa fase inclui a avaliação dos prejuízos, a perícia médica e a apresentação de uma proposta de compensação dentro de prazos legais definidos. No entanto, caso a oferta seja insuficiente ou haja discordância, a vítima pode iniciar um processo judicial.

Em muitos casos, acidentes de trânsito também geram processos criminais, nos quais o tribunal penal determina tanto a responsabilidade do autor quanto os danos civis devidos à vítima. A vítima pode se constituir como parte civil para buscar a indenização.

Embora o processo amigável seja o principal, ele pode ser contestado ou complementado pelo litígio quando necessário. As negociações amigáveis podem até continuar durante os procedimentos judiciais.

O papel da perícia médica


A perícia médica é uma etapa central no processo de indenização, pois determina a natureza e a extensão das lesões da vítima. O perito avalia os ferimentos, sua evolução, a data de estabilização médica e quaisquer consequências de longo prazo.

As avaliações médicas podem ocorrer em caráter amigável (extrajudicial) ou serem determinadas por um juiz no contexto de litígio. Enquanto a perícia amigável é frequentemente iniciada pelas seguradoras, a perícia judicial oferece maiores garantias processuais e valor probatório. O processo geralmente envolve exame médico, análise de registros médicos e emissão de um laudo que serve de base para a indenização. A presença de um médico consultor e de um advogado é essencial para garantir que todos os aspectos do estado da vítima sejam considerados e defendidos adequadamente.

Em todas as etapas, a representação legal é essencial para definir a estratégia adequada, proteger os direitos da vítima e assegurar uma indenização completa e justa. Dr Pierre Lepicier assiste pessoalmente seus clientes em todas as etapas, garantindo a proteção total de seus direitos e a obtenção da indenização devida.